Mostrando postagens com marcador chuvas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chuvas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, julho 21, 2010

Mortos e desaparecidos por chuvas na China passam de mil


A China vive a pior temporada de chuvas desde 1998, com inundações que provocaram a morte de 701 pessoas e o desaparecimento de outras 347, em situação que pode se agravar ainda mais, segundo reconheceu nesta quarta-feira o Governo. Os números anunciados pelo Ministério de Assuntos Civis e o Escritório Estatal de Controle de Inundações e Seca assinalam que as chuvas em 27 províncias afetaram 117 milhões de pessoas e obrigaram mais de 8 milhões a deixarem suas casas.

As perdas materiais diretas somam 142 bilhões de iuanes (US$ 21 bilhões), com 645 mil casas derrubadas e sete milhões de hectares de cultivo comprometidos. Estes dados só são comparáveis, na história recente da China, com a situação vivida há doze anos, quando as inundações centradas no rio Yang Tsé, o de maior caudal do país, mataram 4.150 pessoas e provocaram a evacuação de mais de 18 milhões.

No entanto, Liu Ning, diretor do Escritório Estatal de Controle de Inundações, declarou em entrevista coletiva nesta quarta-feira que a situação continua sendo crítica, já que ainda está por chegar o período do ano que tradicionalmente traz mais chuvas ao país, entre o fim de julho e o início de agosto.

"No sul da China as chuvas são 30% superiores à média dos registros históricos", disse Liu, que afirmou que, devido aos persistentes aguaceiros, o país tem 230 rios cujo caudal supera o nível de alerta. Além disso, outros 25 rios, entre eles alguns de grande porte, registram níveis superiores a qualquer medição histórica.

O enorme fluxo de água nos rios destruiu seis pequenas represas no país, e foram verificados problemas em várias outras. Liu destacou, no entanto, o papel da represa das Três Gargantas, o maior projeto hidrológico do mundo, que na quarta-feira teve um recorde com a recepção de 70 mil metros cúbicos de água por segundo, superior aos 63 mil metros cúbicos de 1998.

Estas quantidades supõem o primeiro grande teste da obra, localizada no centro do país, desde que entrou em pleno funcionamento, em 2008.

O nível das águas nas Três Gargantas se situa atualmente em 154 metros de altura. A construção está preparada para suportar um máximo de 175 metros, equivalentes a 39,3 bilhões de metros cúbicos de água.

A represa, que começou a ser construída em 1993 mas foi sugerida por Mao Tsé-tung nos anos 50, foi pensada para responder à crescente demanda energética do delta do Yang Tsé (Xangai e arredores) e reduzir as inundações e cheias estacionais do maior rio asiático. "Sem a represa, que serviu de bloqueio, as águas teriam fluído abertamente e superado os diques (do curso inferior)", reconheceu Liu.

As previsões meteorológicas não são otimistas. Os serviços de previsão do tempo advertiram que as chuvas continuarão no sul e centro do país - a zona mais afetada até o momento -, mas também se deslocarão ao norte. "Devemos antecipar desastres graves", advertiu Liu, em referência aos temporais do norte do país, uma zona mais árida e pouco acostumada às precipitações e cheias súbitas dos rios.

Às previsões cabe acrescentar a chegada dos tufões procedentes do oceano Pacífico, típicos entre o verão e o outono na China, que este ano sentirá os efeitos de entre seis e oito temporais extremos, informou o diretor do Escritório Estatal de Controle de Inundações e Secas.

O Centro Nacional de Meteorologia comunicou nesta quarta-feira que a tempestade tropical Chanthu chegará quinta-feira às províncias meridionais de Hainan e Cantão, com tempestades e rajadas de vento de 108 km/h.

terça-feira, junho 01, 2010

GOVERNO RESPONSABILIZOU ENCHENTES PELO BURACO, MAS DEPOIS RECUOU. PRÉDIO DE TRÊS ANDARES FOI ENGOLIDO PELO DESABAMENTO NA CAPITAL.

deu no blog do didi
Foto divulgada pela presidência da Guatemala nesta segunda-feira (31) mostra buraco em esquina no centro da capital. Na véspera, as autoridades culparam as chuvas provocadas pela tempestade tropical Agatha pela abertura da cratera, que engoliu um prédio de três andares. Mas nesta segunda eles disseram que estão estudando o caso. Um buraco semelhante apareceu na mesma região em abril de 2007, matando três pessoas. (Foto: AP)

sábado, abril 10, 2010

Chuva deixa mais de 52 mil pessoas fora de casa no estado do Rio


A pior chuva dos últimos 44 anos no Rio já deixou 40.482 desalojados em todo o estado, segundo a Defesa Civil. De acordo com boletim divulgado na manhã deste sábado (10), outras 11.562 pessoas estão desabrigadas. O órgão continua em estado de atenção, com previsão de chuvas leves e moderadas durante o dia e a noite deste sábado. O Corpo de Bombeiros informou que o número de mortos por causa das chuvas no Rio chega a 221. O município de Niterói registrou o maior número de vítimas fatais, 138. O deslizamento no Morro do Bumba, considerado o maior da história de Niterói, já deixou 31 mortos e dezenas de feridos. Ainda segundo o boletim da Defesa Civil, Niterói possui 1.069 desalojados e 1.272 desabrigados. Na capital, são 1.410 desalojados e 544 desabrigados. O número de desalojados e desabrigados no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana, chega a 36.450 e 8.718, respectivamente.

sexta-feira, abril 09, 2010

ele mim chamou, diz pai de menino de 8 anos morto depois de 2 deslizamentos no rio

ele era uma pessoa muito feliz,ñ andava,vivia pulando.e agora a gente entende essa correria,ele tinha pressa.


"Eu disse que não me importava de perder a minha vida, mas entendi a situação. Não ia ajudar meu filho se me machucasse." Relatou o pai.
O menino Marcus Vinícius, de 8 anos, que sobreviveu a um desmoronamento, mas acabou morrendo antes de ser resgatado por conta de um segundo deslizamento na última terça-feira (6), no Morro dos Prazeres, no Centro do Rio, chamou pelo pai durante o tempo que ficou soterrado.
"Eu não ouvi, mas um bombeiro me disse que ele me chamou, que ele disse: 'não demora pai'", contou ao G1 o pai de Marcus, Walmir França da Mata.Dois dias após o episódio que mudou para sempre a vida da família de Walmir, ele conversou com a reportagem e contou como foi o antes e o depois do resgate, que acabou de forma trágica.Tudo começou na manhã de terça-feira, dia em que o Rio registrou a pior chuva dos últimos 44 anos. O menino Marcus Vinícius saiu cedo de casa naquele dia, ia de perua para a escola, a Fundação Bradesco, onde estuda."Ele pegou o transporte para ir para escola, mas a condução não conseguiu chegar devido ao caos no trânsito. Então, o ônibus voltou para casa. Depois a motorista do transporte me disse que ele queria esperar passar a chuva, queria ir para a escola. Mas ela explicou a ele que ia demorar para a situação melhorar. Ela não entendeu o pedido dele naquele momento", diz o pai.Já em casa, ainda na manhã de terça, a família ficou junta por pouco tempo. "Estávamos no portão de casa porque tivemos que evacuar o local, a casa teve um problema no muro e ligamos para a Defesa Civil fazer avaliação da casa. Passaram as duas primas dele, Ana Lúcia e Alana, e minha esposa não pensou duas vezes. No sentido de escolher o lugar mais seguro do mundo para o nosso filho naquele momento, pediu para que elas levassem ele para casa delas."

Niterói: seguem as buscas onde 200 podem estar soterrados


Homens do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Força Nacional de Segurança prosseguem os trabalhos de resgate no morro do Bumba, em Niterói (RJ), onde, na noite de quarta-feira, um grande deslizamento de terra soterrou dezenas de casas. Até agora, foram resgatados 17 corpos. Durante a madrugada não foram encontradas novas vítimas. Os Bombeiros estimam que 200 pessoas possam estar soterradas.
Segundo a concessionária de energia elétrica Ampla, na área devastada, de cerca de 600 m, existiam 94 residências cadastradas para receber eletricidade, o que permite estimar um número de mortos que pode passar de 300. Além disso, foram atingidas uma creche, uma igreja e uma pizzaria, segundo o secretário de Saúde e Defesa Civil do Estado, Sérgio Côrtes, que acompanhou o trabalho de resgate na manhã de quinta-feira.
O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, disse que sabia que a comunidade do morro do Bumba tinha sido construída sobre um antigo lixão, mas não imaginava que representasse qualquer risco. Silveira afirmou que, se soubesse da gravidade da situação, teria providenciado o reassentamento dos moradores.
Estragos e mortesA chuva que castiga o Rio de Janeiro desde segunda-feira deixou pelo menos 180 mortos, alagou ruas, causou deslizamentos e destruição no Estado. Segundo o Instituto de Geotécnica do Município do Rio (Geo-Rio), desde o início do mês foi registrado índice pluviométrico entre 200 mm e 400 mm (dependendo da localidade). É o maior índice de chuvas na cidade desde que começou a medição, há mais de 40 anos. A média prevista para o mês de abril é de 91 mm.